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Leilane Neubarth fala sobre aventura no Paris-Dakar 2000
Autor: Marcelo Pedreira


Aventurar-se sempre fez parte da vida profissional da jornalista Leilane Neubarth. Sua coragem e determinação foram colocados mais uma vez à prova, desta vez a partir da decisão de participar do rali mais perigoso do planeta, o Paris-Dakar. »»»

Em reportagens para a Rede Globo, Leilane já teve a oportunidade, entre outras coisas, de descer numa mina de esmeralda, a uma profundidade, pasmem, correspondente a um prédio de 40 andares, segura apenas por uma corda.

Motoqueira há 16 anos, a irrequieta Leilane é uma viciada em adrenalina. "Na minha profissão eu faço de tudo. O “Bom Dia Brasil”, por exemplo, é essencialmente sobre política e economia. Mas o pessoal da Globo sabe que, de vez em quando, eu preciso exercitar esse meu lado aventureiro, senão eu enlouqueço."

É claro que quando surgiu o convite para participar do Paris-Dakar, Leilane não titubeou. O difícil foi contar a notícia para a família : "Demorei 3 dias para comunicar ao meu marido e filhos que ia participar do rali mais perigoso do planeta."

E lá foi ela integrar a equipe do primeiro caminhão brasileiro da história do rali...

De observadora a participante direta do rali

Em princípio, Leilane achou que seria apenas a jornalista-carona que iria documentar a aventura. Nada mais distante do que isso. No primeiro dia, o piloto theco, Thomas, apresentou-a ao seu novo posto de trabalho: todo o painel direito do caminhão.

Leilane seria responsável por funções vitais como, por exemplo, a verificação constante da pressão do óleo, bloquear e desbloquear eixos traseiros e dianteiros do caminhão, controlar a calibragem dos pneus, que são interligados e enchidos de dentro do caminhão e até mesmo a buzina!!!

"Quando eles falaram que eu ia ficar responsável pela buzina, achei que estava rolando uma espécie de preconceito. Sabe como é que é, mulher, buzina... Depois, descobri que a buzina era muito importante. Imagina um caminhão de várias toneladas, a 160 km por hora, aproximando-se de uma moto retardatária!"

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