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Motor
Primeiras impressões: Toyota Hilux 2002
Autor: Jony Favaro
O utilitário Toyota mais vendido em todo o mundo recebe a tão esperada revitalização, visual e tecnológica, para brigar pela liderança do mercado nacional de picapes. E pelo visto a briga será muito boa... »»»
Novo visual, com frente mais agressiva, e três novas opções de motorização. Essas são as principais armas da recém-renovada Toyota Hilux, que em 2002 pode não só consolidar ainda mais a marca japonesa no mercado nacional, mas também alcançar o topo do ranking de utilitários mais vendidos no país.
E atributos para isso não faltam para a nova Toyota Hilux. A começar pela frente: capô realçado, nova grade dianteira e novo conjunto de faróis conferem ao modelo uma sensação de força e de esportividade, predicados sempre procurados pelos consumidores desse tipo de veículo.
Novo fôlego... E que fôlego!!!
Mas o destaque fica mesmo para o que está sob o capô. O motor que equipava os modelos anteriores é um 2.8L Diesel, que rendia míseros 77 cavalos de potência (um motor 1.0 tem em média 65 cv) e um torque de 17,7 kgfm. Com a renovação, a Toyota Hiluz pode ser encontrada nas seguintes motorizações:
- Diesel 3.0 litros (5L): produz 90 cv de potência e torque de 19,6 kgfm, disponível nas versões cabine simples e dupla, tração 4x2 e 4x4;
- Turbodiesel 3.0 litros (1KZ-TE): possui 4 cilindros em linha (OHC) e produz 116 cv de potência e torque de 32,1 kgf.m, disponível na versão cabine dupla 4x4 a partir de outubro;
- Gasolina 2.7 litros (3RZ-FE): com 16 válvulas, 4 cilindros em linha (DOHC), produz 142 cv e torque de 23,2 kgf.m , disponível nas versões cabine simples e dupla, tração 4x2.
Assim, a linha Hilux salta dos três modelos oferecidos anteriormente para 12 opções de veículos, que pretendem atender a todos os gostos e necessidades. Além disso, a Toyota aposta no modelo cabine simples 4x2 diesel, que será a mais barata da categoria.
Para o restante, poucas mudanças
É realmente uma pena que as renovações da Toyota Hilux 2002 não tenham chegado com o mesmo impacto ao interior do veículo, cujas mudanças restringem-se apenas ao fundo do painel (azul), cinto de segurança de 3 pontos para o banco traseiro, airbag e novo conjunto de som com 4 alto-falantes (idêntico ao da Toyota SW4).
E alguns problemas antigos permaneceram: apenas os modelos mais luxuosos terão ADD (diferencial de desconexão automática). Nas outras versões ainda será necessário o travamento manual da roda livre, para desconforto dos usuários.
Mesmo assim, esses são detalhes que nem de longe diminuem o brilho desse lançamento, símbolo de que a fabricante japonesa finalmente percebeu a necessidade de conciliar os poderosos recursos de um utilitário ao conforto da utilização em asfalto no dia a dia.
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