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Canyoning

A Ponte de Pedra
Autor: Carlos Zaith


Com o sol quase se pondo, avistamos finalmente a Ponte de Pedra do São Domingos, descemos o vale e pelo caminho, juntamos alguma lenha para uma fogueira que serviria para iluminar o acampamento e para espantar eventuais visitantes noturnos. Ajeitamos nossos sacos de dormir sobre a areia fina e, muito cansados, tratamos logo de dormir pois o dia seguinte seria certamente bem "puxado".

Depois do desjejum fomos dar uma boa olhada na Ponte de Pedra e fazer algumas fotos. Uma ponta de sol se alastrava sobre os cimos dos morros à nossa volta, noutra manhã sem nuvens e com promessas de um dia perfeito para canyoning. De volta a base, separamos o equipamento necessário e subimos por uma fenda, sobre os paredões do apertado cânion, seguindo à montante (rio acima) do acampamento.

Descendo por outra grota e agarrando em troncos e galhos, conseguimos alcançar o límpido São Domingos e ali mesmo começamos a nos preparar para adentrar a sua garganta. Álvaro instalou um "piton", por onde passamos a corda e utilizando o freio "oito" em corda dupla, fomos descendo um a um, por uma fina cascata de uns 10 metros até chegar ao fundo de um estreito corredor. O último a descer retirou a corda puxando uma das pontas. Já não era mais possível, voltar atrás!

A descoberta do cânion

O cânion foi se revelando bastante fácil do ponto de vista técnico, porém, de uma beleza impressionante, com paredes totalmente verticais de até 30 metros de altura. Uma água muito transparente atinge, às vezes, incríveis profundidades de até 20 metros. Fomos nadando tranqüilamente até o vale se abrir e chegamos de volta ao acampamento, onde comemos algo e continuamos a exploração.

Passando finalmente, sob a Ponte de Pedra, seguimos rio abaixo por outra garganta até sermos barrados por um grande obstáculo, uma seqüência de pequenas quedas e um abismo, onde o rio desaparecia num imenso túnel natural. Dos paredões voavam papagaios. Em sua homenagem resolvemos batizar o local de: "Abismo das Jandaias".

O planejado para aquele dia, era "grampear" o máximo possível, mas já estava ficando tarde... E o temível abismo, teria que esperar. Tínhamos agora, os dados de que precisávamos para continuar a exploração no dia seguinte.

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