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Na História
90 anos depois...
Autor: João Paulo Barbosa
O famoso explorador britânico Wally Herbert, que cruzou o oceano ártico em 1968 e é considerado o maior especialista vivo no assunto, refez vários dos percursos de Cook e Peary. Recentemente encontrou uma fotografia de Cook que indicava haver terra numa distância de até 85 graus norte. Sabe-se, atualmente, que não existe terra num raio de 180 milhas do Pólo Norte Geográfico.
Talvez, o que tenha levado Cook a falsear sua conquista seja unicamente o desejo de prejudicar os projetos Robert Peary. O debate sobre a viagem de Frederick Cook continua agora de uma maneira mais moderada e reflexiva. Wally Herbert afirmou que falseando suas expedições, Cook "tomou o caminho mais fácil para atingir a fama". Apesar de todas as evidências, Cook mantém, ainda hoje, diversos partidários.
Wally publicou também o estudo biográfico mais completo sobre a vida de Robert Peary e concluiu que ele também não atingiu o Pólo Norte. Chegou sim muito perto de seu objetivo, cerca de apenas 5 quilômetros de distância.
A National Geographic Society era uma das patrocinadoras da viagem de Peary e contestou fervorosamente Wally Herbert. O fato é que Robert Peary fez o impossível para a época. Realizou 6 expedições para chegar ao Pólo Norte. Dedicou a sua vida por esse sonho. E conseguiu, com mais de 50 anos de idade, chegar muito perto dos desejados 90 graus de latitude norte. Talvez seja por tanto empenho e dedicação que, historicamente, o título de conquistador do Pólo Norte tenha ficado com ele.
O século XX viu surgirem grandes exploradores polares como: o francês Paul Emile Victor, o americano Will Steger, o japonês Naomi Uemura (primeiro a atingir o Pólo Norte sozinho) e Jean-Louis Etienne (primeiro homem a realizar a mesma façanha de Naomi, porém sem o auxílio de cães).
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