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Na História
James Cook – Parte I
Autor: João Paulo Barbosa
Se no século XXI o mar ainda é um desafio, o que dizer dos navegadores que teimavam em explorá-lo em pleno século XVIII? Conheça a história de um dos maiores exploradores de todos os tempos. »»»
Apresentar o capitão James Cook é uma questão de selecionar alguns dentre os milhares de elogios que recebe a mais de dois séculos. Certos autores dizem que "nenhum outro homem fez mais do que ele para alterar e corrigir o mapa da Terra" e que foi "talvez o maior explorador de todos os tempos".
Seu biógrafo mais famoso, Doutor J. C. Beaglehole, afirmou que suas viagens deram novo rumo à geografia e a outros campos do saber humano, bem como afetou a política e as estratégias dos impérios da época.
O fato é que ele foi um brilhante cartógrafo, deu novos padrões de exatidão às técnicas de agrimensura e é considerado o mais respeitado dos exploradores do Pacífico Sul, tendo passado 11 anos de sua vida realizando viagens de descoberta.
Do ponto de vista da exploração polar o que é relevante é a percepção de James Cook sobre o lendário Continente Austral, que até então era considerado parte da imaginação dos geógrafos desde a antiguidade clássica. E foi ele quem solucionou o flagelo do escorbuto, doença que dizimou milhares de navegadores em viagens longas.
Na época de James Cook havia muitos problemas geográficos no mundo por resolver:
- O que existia entre o Cabo Horn (extremo sul da Argentina) e a Nova Zelândia?
- Existia alguma passagem noroeste ao sul do Ártico entre o Atlântico e o Pacífico?
- A denominada Terra Australis Incognita (atual continente antártico) existia realmente?
James Cook foi atrás. Realizou três voltas ao mundo, uma dessas circunavegando a Antártica e acabou deixando pouca terra para os seus discípulos descobrirem.
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