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Na Estrada
Para chegar ao topo
Autor: João Paulo Barbosa
Em apenas dois dias é possível chegar ao topo do Mont Blanc. Toma-se uma condução em Chamonix até o teleférico principal da vila vizinha de Les Houches. O teleférico deixa os alpinistas a 2.400 m. Daí, pega-se um trenzinho que leva até 2.700 m, aproximadamente.
O passo seguinte é uma caminhada com passagens longas pelo gelo até o refúgio de Tête Rousse (3.167 m), onde é possível comer uma omelete, tomar uma sopa ou um chá. Retomada a energia e já no clima de aventura, é a hora de colocar os grampos de aço acoplados às botas.
Do refúgio de Tête Rousse até o seguinte, o refúgio do Goûter (3.800 m), onde se pernoita, são mais quatro horas de subida na neve e na pedra. Passa-se, nesse trecho, por enormes geleiras e paredes de rocha. Acorda-se às duas horas da manhã para começar a tão sonhada escalada. Um rápido desjejum é preparado e antes das três horas da manhã todos os montanhistas deixam o último refúgio para trás.
A subida é iniciada tão cedo porque o gelo fica duro por causa do frio intenso. Logo, o risco de avalanches diminui. Tem-se mais tempo para subir e descer com calma. E, se o tempo permitir, é possível chegar ao topo do Mont Blanc exatamente na hora em que o sol está rasgando o horizonte, atrás dos Alpes suíços e italianos.
Saindo do refúgio do Goûter, sobe-se pelo Dôme do Goûter (um tipo de falso pico), passa-se ao lado do refúgio Vallot (antiga estação científica, onde a entrada só é permitida em caso de urgência), pela aresta de Les Bosses e, finalmente, escala-se a aresta que leva ao ponto mais alto da Europa Ocidental.
Segue-se por mais meia hora até o momento maravilhoso em que o corpo cansado realiza o seu sonho e os olhos são presenteados com uma paisagem indescritível. Infinitos picos menores, cobertos de branco, dão a dimensão real de onde se está: no extremo máximo do colosso dos Alpes.
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