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Na Estrada
As trilhas
Autor: Carlos Renato de Azevedo
Depois de armado o acampamento e de ter assistido à palestra (não é obrigatória, mas é interessante saber onde se está pisando), chega a hora de se aventurar pelas trilhas. A caminhada é leve, e a trilha está bem definida, portanto não exige muito esforço. A primeira etapa é atravessar uma curiosa ponte pênsil, com cerca de 40 m de comprimento, sobre um pequeno córrego.
Cerca de 400 m após a ponte pênsil, chega-se ao aquário natural. Não se apresse para chegar, pois na vegetação em torno da trilha há lagartos, serpentes e outros animais que podem ser observados facilmente se houver silêncio.
O aquário é uma espécie de lago, com 3 m de profundidade, formado pelo rio Morato. É permitido mergulhar no aquário, entre os peixes, que num primeiro momento se assustam com a presença humana, mas depois se aproximam. Um dos planos dos administradores da reserva é colocar snorkels à disposição dos turistas.
Do aquário até o Salto Morato são 600 m de trilha. Esta trilha é um pouco mais difícil e toda a atenção é necessária para não se pisar em uma serpente. Várias flores típicas da Floresta Atlântica dão um colorido à paisagem, que quase não recebe a luz do sol de tão densa.
Em seguida encontra-se o Salto Morato, com sua queda de 130 m (medidos em 99 por Waldemar Niclevicz). Para chegar lá é preciso passar por algumas pedras. Entre elas há pequenos lagos com peixes variados, como o cascudo, que habita em partes mais altas. Não é permitido chegar próximo à queda, pois as pedras são escorregadias e também podem rolar.
Partindo de uma outra trilha, chega-se à figueira de 300 anos de idade, com uma forma que ainda intriga os pesquisadores: a árvore forma uma ponte sobre um riacho com 6 metros de largura. A figueira também chama a atenção pela quantidade de epífitas (vegetação hospedeira que vive sobre outros vegetais de maior porte) existente em seu tronco e galhos: 130 espécies.
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