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Na Estrada
Parque Nacional da Tijuca (RJ)
Autor: Ricardo Bassani
Responsável pela oxigenação do Rio de Janeiro, o Parque foi formado no século XIX: após um violento desmatamento causado pelos cafezais, toda a área das nascentes foi desapropriada e reflorestada. »»»
Muito antes de se tornar o Parque Nacional da Tijuca e Reserva da Biosfera do Patrimônio da Humanidade, classificação concedida pela UNESCO, toda a área que já abrigou os mais luxuosos bairros durante o Império era vizinha de produtivos cafezais.
A desapropriação dessas áreas, que se seguiu depois que uma praga, a Borboletinha (rói e apodrece os grãos), começou em 1844 pelo Governo Imperial e encontrou a decisão inédita e histórica de replantar toda a Mata Atlântica nativa segundo recomendação de D.Pedro II, precisamente em 1860.
A semeadura seguiu por longos anos, sendo que num primeiro período foram registrados o plantio de mais de 75 mil espécies e árvores, muitas delas oriundas de outros países tropicais. Muitas das ruínas das antigas fazendas e trilhas usadas antes como estradas permanecem junto a cachoeiras e cavernas e a fauna e flora recompostas.
História
O atual Parque Nacional da Tijuca nasceu Floresta da Tijuca e das Paineiras em 11 de dezembro de 1861. O bem intencionado e realizado projeto de reflorestamento resultou na verdade da intenção de recuperar as nascentes naturais da região, em processo de desertificação causado pela cultura do café.
A região, formada pela soma de seis florestas nativas (Andaraí-Grajaú, Paineiras, Santa Inês, Tijuca, Gávea e Carioca) era tão densa que nem os tupinambás, índios nativos, arriscavam-se a entrar na mata, imaginando-a habitada por espíritos. A ocupação ordenada e de exploração rural só se iniciou com os jesuítas da Companhia de Jesus, no século XVIII. A passagem da cafeicultura, que quase assassinou a floresta, também deixou testemunho de um tempo de progresso sustentado com uma escravidão latente, como pode ser visto nas construções preservadas de fazendas, engenhos, senzalas e armazéns.
Como acontecia em toda a costa litorânea, a porção de Mata Atlântica guardava muita vida selvagem, com a presença da onça-parda, onça pintada, anta, porco-do-mato, macaco-bugio e veado, todos extintos conforme a ocupação do homem.
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