Pesquisadores desafiam o sistema econômico estabelecido e finalizam os testes para o uso de hidrogênio líquido como combustível. É uma nova trilha tecnológica para os carros do Século XXI. »»»
As células de combustível representam uma revolução ecológica na indústria automobilística. O caminho que está prestes a ser desbravado colocará muitas coisas em cheque: a começar pela nossa civilização pré-planetária que está mais atrelada ao petróleo do que um casamento mal resolvido que nunca chega ao fim.
Mas a fronteira que separa o término da era do combustível fóssil e todo um ciclo de insustentabilidade e o início de uma fase histórica na indústria automobilística mundial é cada vez mais visível nos horizontes, como atestam os 100 mil quilometros rodados dos modelos 750hL da BMW, movidos a hidrogênio. Isso num mundo engarrafado e com uma frota mundial de 520 milhões de carros movidos a derivados de petróleo. Este contingente expressivo de carros emitem diariamente, em seu conjunto, cotas absurdas de dióxido de carbono (CO2), o que termina agravando ainda mais as condições - já insalubres - da atmosfera e, portanto, do próprio ar que respiramos.
Se um carro sem combustível não vai longe, um ser humano sem uma atmosfera de qualidade e um clima suportável, muito menos.
O poço está secando
Mudanças radicais - estratégicas - começam a ser efetuadas neste ciclo de transição energética, onde os combustíveis fósseis, mais do que nunca, começam a ensaiar o seu "canto do cisne".
Lá pela metade do século XXI, já estaremos literalmente no fundo do poço e dando adeus ao ouro negro. Acreditem: o nosso litígio com os combustíveis fósseis já está em andamento; é uma separação sem volta. Quem corrobora tudo isso é simplesmente o venezuelano Ali Rodrigues, presidente da OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
Portanto, o momento é único para o desenvolvimento e a viabilização de fontes energéticas em absoluta harmonia com os princípios de sustentabilidade tão evocados agora, no final do século XX.