Células de combustível

 
Poluição zero  
Por: Marcelo Baglione

Desde o ano passado, as grandes indústrias automobilísticas - como a BMW, Ford e Daimler-Chrysler - começaram a compreender que na nova trilha do desenvolvimento energético não há atalhos.

Nesta corrida, um tremendo e difícil enduro que buscará uma relação equilibrada entre desenvolvimento econômico e meio ambiente, a largada já foi dada com a apresentação de novos conceitos e experiências que estão abolindo o uso de combustível fóssil nos automóveis, substituindo-o pelas células de combustível a hidrogênio que produzem energia elétrica a partir da energia química, mas sem a combustão típica da gasolina, ou do óleo diesel, por exemplo.

Embora os primeiros protótipos com células de combustível a hidrogênio estejam sendo testados nos EUA e na Europa, o preço destes modelos ainda é muito elevado e pouco atraente para o público consumidor. Espera-se, no entanto, que os primeiros carros desta linha revolucionária cheguem ao mercado, com preços acessíveis e competitivos, até a metade da próxima década, inaugurando, assim, a era de uma indústria automotiva engajada com os princípios de sustentabilidade ambiental, pois…

"O ser humano pode ser tudo menos vegetal e sumidouro de gás carbônico"

Aliás, esta frase ficaria muito bem no pára-choque de um caminhão do século XXI porque é uma sentença inevitável para o sucesso econômico e socioambiental da humanidade das décadas vindouras.

O motor à combustão está com os dias contados, pois ele não tem mais gás para se enquadrar aos conceitos e exigências do novo paradigma ambiental que exige - cada vez mais - automóveis ecologicamente corretos, tanto na engenharia quanto no desempenho.
A trilha para a descarbonização do atual modelo econômico está aberta.

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