A BMW criou o projeto CleanEnergy (Energia Limpa), que tem como um dos seus principais objetivos zerar as emissões de dióxido de carbono (CO2) dos veículos.
De acordo com estudos da marca, a longo prazo somente os carros movidos a hidrogênio serão capazes de dar às pessoas a mobilidade a que estão acostumadas, com emissão zero de CO2. Esta é a razão pela qual a BMW está reivindicando a rápida introdução do projeto CleanEnergy, sobretudo em áreas de alta densidade populacional.
Atualmente, a empresa mantém uma frota com 15 carros movidos a hidrogênio líquido, modelo BMW 750hL, em testes pela Europa. São os primeiros automóveis movidos a hidrogênio construídos em série no mundo. Desde maio deste ano, esses carros vêm sendo utilizados em eventos de prestígio mundial - como a Feira Expo 2000, realizada em maio na Alemanha -, atendendo cerca de 3 mil convidados ilustres nesse período.
Os automóveis a hidrogênio produzidos pela BMW, portanto, já rodaram mais de 100 mil quilômetros, provando sua eficiência e sua capacidade de serem utilizados no dia-a-dia como um veículo convencional.
Carros funcionam com hidrogênio e gasolina
Como o hidrogênio ainda não se encontra amplamente disponível, a solução encontrada pela BMW foi produzir veículos híbridos. Com isso, o motor V12 do modelo BMW 750hL funciona também com gasolina. O hidrogênio e o tradicional motor a combustão, portanto, de acordo com estudos da BMW, são a melhor parceria para uma viagem segura e ecológica rumo ao futuro.
Movido a hidrogênio, o motor de 12 cilindros e 5.4 litros do 750hL desenvolve 204 cv de potência, proporcionando ao veículo uma aceleração de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e uma velocidade máxima de 226 km/h. Com tanque de combustível com capacidade para 140 litros de hidrogênio, os carros da Série 7 apresentam uma autonomia para rodar até 350 km com o novo combustível - obviamente, essa autonomia é ampliada quando o motor utiliza gasolina.
Em geral, a combustão se dá com excesso de ar. O ar adicional na câmara de combustão absorve o calor e reduz a temperatura da chama abaixo do nível crítico, acima do qual poderá ocorrer a auto-ignição da mistura. Ao mesmo tempo, a temperatura de combustão mais baixa também evita a produção de óxidos nítricos (NOx), que devem ser convertidos em gases inertes nos conversores catalíticos dos motores a gasolina.
Portanto, mesmo sem o tratamento adicional de emissões, os motores a hidrogênio da BMW praticamente não têm emissões. O projeto destes motores ecológicos acarreta uma redução da potência específica. Entretanto, isso pode ser compensado, por exemplo, pela adequação da capacidade cúbica. Os motores projetados somente para funcionarem com o hidrogênio não precisam recorrer a estas compensações e apresentam potência específica de, pelo menos, o mesmo nível da potência dos motores a gasolina e a diesel.
Fonte: Eduardo Sanches - assessoria de imprensa da BMW do Brasil