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Mountain Bike
Os caminhos percorridos
Autor: Leo Tenemblat
Tive que enfrentar de tudo: off-road, pistas de asfalto, cascalho, areia - esburacadas ou não -, com ou sem acostamento, vazias ou repletas de caminhões com até 22 rodas. O México dispõe de maxi-pistas, reservadas para carros e caminhões em alta velocidade. Porém, era difícil acreditar que ainda assim era mais seguro para nós, ciclistas, usá-las ao invés das "libre" sem acostamento ou manutenção. Tivemos que insistir por meia-hora em cada posto de pedágio, mas valeu a pena... As pistas "de cuota" são realmente excelentes.
Já as estradas na Guatemala e no Equador são quase uma comédia. Parece até que eles escolheram os pontos mais altos e mais baixos de cada vale e os conectaram por estradas... Algumas das vias são tão íngremes que todos andavam na mesma velocidade, lado a lado, forçando pernas e motores, soltando fumaça negra e suor no sofrimento.
Direção
Na hora de pedir ajuda foi preciso ter cautela. Nem sempre que conhece o terreno melhor é o habitante local. Freqüentemente precisava obter informações sobre as estradas. Sem jamais terem pedalado o trecho, as pessoas ignoravam subidas e encurtava distâncias.
Encontrar algum serviço ou objeto incomum numa cidade era um verdadeiro desafio. Perguntar a qualquer um sobre um cybercafe, geralmente dava em "café o que?". Mas, com o tempo descobri a solução: o segredo é fazer perguntas simples, rápidas e genéricas e ir "convergindo" numa região cada vez menor. Começava pelas lojas de eletrodomésticos. Perguntava então pelas lojas de computação e essas me indicavam um cybercafe. Em metrópoles, outra opção era buscar uma lavanderia ou albergue, freqüentados pelos mochileiros, que sempre necessitam dos serviços de Internet.
Fora da bicicleta
As poucas experiências que tive com outros meios de transporte me deixaram arrancando cabelos. Os trens e ônibus que peguei no Peru e na Colômbia estavam sempre lotados e faziam curvas apertadas a mil por hora. Isso sim era aventura!!
Cruzei o estreito de Darien, entre o Panamá e a Colômbia, de avião. Apesar de haver ligação por terra, o estreito é pura selva. Cruzar por aí é uma aventura por si só, e aventuras eu já tinha o suficiente pra me preocupar.
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