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Montanhismo
O início da expedição
Autor: Jaqueline Pedreira
Aventure-se: E o patrocínio?
Lorenzo Bagini: Para buscar o patrocínio eu só mudei algumas coisas. Deixei a parte científica e fui pra empresa. A motivação da Fapesp me fez elaborar um projeto com um embasamento bom. O resultado foi um misto de orientação de docentes da faculdade, com aparelhos... os dois GPSs que eu usei custam US$60.000, e foram da Politécnica.
Aventure-se: Quantos o acompanharam?
Lorenzo Bagini: Na Pedra da Mina fomos em cinco pessoas contando com o piloto do helicóptero.
Aventure-se: E quantos dias durou a expedição?
Lorenzo Bagini: Dias? Durou horas Saímos de Congonhas, contamos o GPS. O mais demorado é a seção de rastreamento, que é o tempo que a antena tem que ficar montada recebendo informações do satélite e armazenando num receptor. A gente precisava de duas a três horas, mas ficamos duas horas e meia. A gente até queria ficar três, mas o tempo tava fechando muito, estava meio perigoso. A gente foi no verão. O ideal teria sido ir no inverno.
Aventure-se: Que dia foi isso?
Lorenzo Bagini: 08 de janeiro no Pedra da Mina. E 19 de fevereiro a gente foi pro Agulhas, por terra.
Aventure-se: Então vocês foram ao Pedra da Mina coletar dados e depois foram ao Agulhas também coletar dados para poder comparar?
Lorenzo Bagini: Eu precisava medir a altitude das duas montanhas com os mesmos métodos, e os mesmos referenciais geodésicos pra comparar as duas. Entretanto a determinação de altitude de cada uma delas é independente. Esse processo funciona assim: pra começar a gente usou o GPS geodésico, que não tem muito a ver com o GPS de navegação. O que tem de mais comum entre os dois é o fato de que usam os mesmos satélites, mas até a parte da onda eletromagnética que o GPS geodésico utiliza é diferente da que usa o GPS de navegação. Este te dá as coordenadas do momento, em tempo real. O geodésico você coleta os dados, leva pro computador e processa. Sua precisão é milimétrica, e vem sendo usado em monitoramento de placas tectônicas.
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