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Corrida de Aventura
Os conselhos de quem esteve lá
Autor: Ricardo Bassani
Aventure-se: Que conselho você dá para quem se aventurar no Eco-Challenge 2001?
Júlio Pieroni: Vá com pessoas amigas, para poder curtir mais. Nos poucos momentos que você vai curtir, você vai curtir mais... No fim é uma experiência muito traumatizante, você pode passar maus bocados, tem gente que até briga com os companheiros no meio da floresta, porque os nervos ficam à flor da pele mesmo. Além disso é preciso fazer um bom planejamento de comida e de como você vai dormir. A coisa de não ter apoio é complicada, pois estamos muito acostumados a ter.
Carmem da Silva: Prepare-se muito bem e esteja pronto para ser o máximo auto-suficiente em tudo. Também é preciso saber trabalhar muito bem o relacionamento entre o grupo. Se você não souber trabalhar isso dentro de você e executar no grupo, dificilmente a equipe chega no final.
Valdir Pavão: Prepare-se bastante, adquira experiência, não vá com a cara e a coragem como eu fiz no ano passado. Preparem-se realmente porque é uma experiência incrível, fascinante e eu aconselho pra qualquer pessoa que gosta de aventura. É uma questão de montar um bom time, que tenha bastante entrosamento e encarar a parada.
As malditas sanguessugas
Elas foram um verdadeiro terror para os competidores do Eco-Challenge em Borneo. Seja em regiões alagadiças como pântanos, no chão ou nas plantas no meio do mato, lá estavam elas, sempre prontas para atacar.
Quando elas grudam, começam a sugar o sangue da vítima imediatamente. Para manter o fluxo contínuo, lançam na região um líquido anti-coagulante. E além de sugarem o sangue de vertebrados, as sanguessugas também se alimentam de minhocas.
Se a vítima não remover a sanguessuga na hora, nem percebe mais que o parasita está grudado em sua pele. Para removê-la, utiliza-se um spray que, ao ser aplicado sobre o animal, faz com ele se solte. Pode-se ainda puxá-la com a mão por baixo da sanguessuga. De qualquer forma, é um terror! Energia inesgotável
Carmem da Silva é uma das mais reconhecidas atletas femininas do circuito brasileiro de corridas de aventura. Arquiteta em Angra dos Reis, Carmem aproveita as idas e vindas de visitas a obras para treinar. Seu companheiro inseparável: a canoa.
Acreditando que a campeã sul-americana de canoagem estaria em plena recuperação da prova, perguntamos quando ela começaria a treinar para a EMA, em outubro: "Treinar? Já comecei!! Aproveitei a escala em Amesterdã e, enquanto os meninos foram passear na rua eu malhei 4 horas e meia em uma academia...". Alguém ainda duvida da força das mulheres?
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