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Corrida de Aventura
Para entender o Elf Authentique Aventure
Autor: Ricardo Bassani
Aventure-se: Inteligência, preparo físico, logística e generosidade são as qualidades requisitadas aos participantes do Elf. Qual o porquê da divisão entre categorias?
Jean-Claude -O sistema de premiação nasce no percurso, numa estratégia já adotada por outras provas. Todas as equipes largam juntas dentro da categoria Extreme, e em dois pontos do trajeto (PC de dupla passagem) têm definidas suas categorias. No primeiro ponto, passam da categoria Extreme para a Discovery as equipes que chegarem depois da dupla passagem dos líderes. Mais tarde, no segundo ponto, a mesma coisa, peneirando de Extreme para Adventure as equipes com chegada posterior a dupla passagem dos líderes. Também porque não há francos favoritos entre as equipes neste tipo de competição. É muito pior que futebol ou Fórmula 1.
Aventure-se: O que se pretende com os projetos de intercâmbio (cultural, social, artístico e médico) para as regiões escolhidas, uma exigência particular e pontuada do Elf?
Jean-Claude: A idéia é aproximar os competidores dos habitantes locais da competição. O que se quer é não causar barulho, poluição, e morte, como acontece com os carros. Pelo contrário, é passar pelos locais e por lá oferecer e poder deixar alguma coisa boa. São 31 equipes que já enviaram projetos, 60 dias antes da largada, e que foram aprovados, Três desses trabalhos ganham continuidade por mais um ano, subsidiados pela Elf, segundo os benefícios reais e o bem para a população. Importante lembrar que as outras provas não praticam isso.
Poluição, tecnologia e natureza
Aventure-se: O regulamento não permite a utilização de meios poluentes, ao mesmo tempo em que o uso do GPS é autorizado. Qual é a filosofia da prova?
Jean-Claude: O mundo captou o limite do motor: poluente, barulhento e agressivo. Os habitantes de centros urbanos, principalmente, querem se voltar para coisa mais naturais, verdadeiras. Valorizam o esforço físico, e por isso as provas são não mecanizadas. Essa é a grande sacada. O Brasil, por exemplo, está começando a entender a diferença entre off road e esporte de aventura. Tenho certeza de que a boa repercussão das corridas de aventuras vem disso. Os principais competidores são urbanos, acessam a internet. Quer dizer, alta tecnologia combina muito com corrida de aventura, satélite, transmissão de rádio, imagens. Nem tem mais como proibir um GPS, por exemplo, que cabe num relógio. Ainda porque o GPS não é poluente, talvez o satélite ou a bateria, mas obviamente em outro nível.
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