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Corrida de Aventura
Por dentro de uma corrida de aventura
Autor: Jaqueline Pedreira
Trocamos o notebook pela canoa, a câmera digital pela bike e o telefone via satélite pela disposição, para sentir na pele o que é uma corrida de aventura. Depois dos 80 km da EMA Escola, reunimos aprendizados e dicas vitais para quem quer experimentar o esporte. »»»
Sentir na pele o que é uma corrida de aventura pode ser uma paixão a primeira corrida ou uma repulsa total a esse tipo de competição. Organização, logística, equipamentos, raciocínio rápido, orientação, bom senso, paciência, força, rapidez, preparo físico e, principalmente, companheirismo, são alguns dos requisitos básicos para fazer parte deste universo.
Tentando conferir de perto e confirmar a vocação das corridas de aventura serem possivelmente o esporte do próximo século, aceitamos o convite para correr uma prova especial, feita sob medida para quem sempre quis participar do esporte mas não tinha como testar os próprios limites.
Mesmo sem treino resolvemos encarar o desafio e, lá fomos nós, Osmar Baboin, Fernando Monteiro e eu- todos da equipe do Aventure-se - percorrer os 80 km da EMA Escola, criada pela Sociedade Brasileira Multisport Adventure Race, que organiza a EMA, maior corrida de aventura do Brasil.
Lição 1 - o que vestir?
Tudo começa muito antes do início da prova. Alguns detalhes vitais como roupas e alimentação, precisam ser pensados e estrategicamente bem resolvidos. É a solução da equação: levar pouca coisa para evitar excesso de peso na mochila, porém o suficiente para se manter alimentado e aquecido durante horas - às vezes dias - no meio do mato.
Como marinheiros de primeira viagem, passamos alguns dias decidindo qual seria a roupa mais adequada para usar durante a prova. Depois de várias "entrevistas" com pessoas mais experientes, chegamos a conclusão de que a escolha da roupa ideal é muito pessoal, mas que girava em torno de calças ou bermudas justas (lycra ou suplex com lycra). Resolvemos seguir nesta direção...
Com o mapa do percurso na mão, após o briefing da noite anterior à largada na Vila Itaguá, litoral norte de São Paulo, definimos os pontos onde faríamos troca de roupa. Como estava muito frio e logo após o primeiro trecho de trekking teríamos que atravessar um canal a nado, optei pela bermuda e camisa de manga curta para que a roupa molhada não incomodasse tanto durante o trecho de bike (segunda modalidade da prova).
Minha tática era trocar de roupa apenas antes do segundo trecho de trekking (após os 10 km de canoa), quando estaríamos caminhando no meio da mata fechada, possivelmente à noite. Tudo parecia perfeito mas acabei sentindo, literalmente na pele, o resultado de uma estratégia errada...
Como o mar estava muito alto, os organizadores proibiram a travessia pela costeira e tivemos que fazer a travessia pelo mato. Subimos e descemos um morro, sem trilha, no meio de bambus, plantas cheias de espinhos e vegetação bem fechada. O saldo desta travessia foram dezenas de arranhões e espinhos nos braços e pernas.
>>> Lição nº 1: Apesar da escolha extremamente pessoal, em corridas de aventura o modelito ideal não deve ser outro: calça comprida, camisa de manga comprida, luvas sem a ponta dos dedos e capacete.
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