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Surf
Waimea
Autor: Flávio Vidigal
Um drop. Na maioria das vezes, é a isso que se resumem as ondas de Waimea. Não há manobras. Só completar o drop e fazer a onda, percorrendo a maior distância possível Vencendo a massa d'água e energia do oceano. mais que um desafio, para muitos surfistas esse é o ápice de uma vida em intenso contato com o mar: sobreviver a uma sessão de surf na pequena. Quem sabe domar uma daquelas montanhas de água salgada. Waimea de fato é pequena.
Com menos de um quilômetro de extensão, é incrível quanta energia suas ondas concentram. Enquanto outros picos do North Shore estão insurfáveis, The Bay está começando a quebrar. O legítimo pico de Waimea acorda de swells de no mínimo 18 pés, e começa a abrir mesmo acima dos vinte.
Com vinte e cinco pés ou mias, o oline up fica reservado para a elite de seus freqüentadores. Aqueles que querem se jogar na maior onda possível, não importando as conseqüência. Vários havaianos e não havaianos já escreveram seus nomes na lista. Desde a primeira vez que foi surfada por Greg Noll e amigos, em novembro de 1957, Waimea entrou na rota de todos os bif riders que, por alguma razão, achassem que tinham alguma coisa para provar para os outros ou para si mesmo.
Quem pegou a maior onda?
Há várias histórias de ondas monstruosas, surfadas por pessoas que estiveram no lugar certo, na hora certa e no estado de espírito certo: Brock Little (1990), Derrik Doener (88), Mark Foo (85), Bradshaw (várias vezes), James Jones(74 e outras)... Talvez o mérito de surfar a maior onda de Waimea deva ficar com os pioneiros de surf na baía, décadas atrás.
Nomes como Greg Noll, Rick Grigg, Jose Angel, Peter Cole, Mike Srange, Buzzy Trende, Pat Curren, George Downing e outros big riders anônimos. Ou talvez com os maiores personagens da história do surf havaiano Duke Kahanamoku e Eddie Aikau. Mas o fato é que para ser feito. Uma razão tão boa quanto qualquer outra pra se remar até lá fora e botar pra baixo.
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